{"id":268,"date":"2025-07-11T19:18:30","date_gmt":"2025-07-11T19:18:30","guid":{"rendered":"https:\/\/divadozezo.com.br\/?p=268"},"modified":"2025-07-11T19:18:30","modified_gmt":"2025-07-11T19:18:30","slug":"hum-que-xero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/divadozezo.com.br\/index.php\/2025\/07\/11\/hum-que-xero\/","title":{"rendered":"Hum&#8230; que x\u00earo!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/divadozezo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/download-37.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-269 alignleft\" src=\"https:\/\/divadozezo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/download-37.jpeg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/divadozezo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/download-37.jpeg 686w, https:\/\/divadozezo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/download-37-214x300.jpeg 214w\" sizes=\"(max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>Hoje, dia 11\/07\/2025, uma sexta-feira, dia da feira livre da minha <em>mater-tr\u00f3pole<\/em>\u00a0(grifo\u00a0meu). Feira livre, para mim, evoca momentos, circunst\u00e2ncias que nenhuma rede social chegar\u00e1 perto em descrever, muito menos, vivenciar. Dia em que diversas pessoas da zona rural, penteia-se e coloca-se perfumes diversos. Nesse universo dos odores, uma senhora passou de frente a mim com um cheiro daquele perfume forte, chamado na minha inf\u00e2ncia de \u201cespanta nigrinha!\u201d. Por quest\u00f5es de instantes fui levado, por via do odor, a viv\u00eancia de um per\u00edodo de minha vida em que acertos e compras se faziam no dia da feira. Nesse caso espec\u00edfico, aos s\u00e1bados. Pois venho do distrito de Salgad\u00e1lia, era e permanece ainda aos s\u00e1bados. Lev\u00e1vamos para casa, carnes frescas da regi\u00e3o das cabe\u00e7as do boi e ubre. Depois narrarei a divers\u00e3o de comer ubre frito, o qual se esfriasse talharia, ensebava, em nossos l\u00e1bios. Voltando ao odor do tabu, o nome da col\u00f4nia. Remeteu-me aquelas mulheres que no dia de s\u00e1bado, lavavam o cabelo, colocava batom nos l\u00e1bios e espalhavam nas bochechas, acredito para transparecer sadias, pois ficavam mais vermelhinhas, coradas.<\/p>\n<p>Tenho o prazer de ter vivido antes e vivendo o durante essa era dos <em>likes<\/em>. <em>Like<\/em> do ingl\u00eas que seria para nosso portugu\u00eas, gostar. Quando algu\u00e9m clica no <em>like<\/em>, entende-se em teoria, que a pessoa tenha gostado da publica\u00e7\u00e3o. Tornou-se a manifesta\u00e7\u00e3o hodierna de amar. N\u00e3o sei como, mas \u00e9 o que est\u00e1 a\u00ed. Se vivi antes e vivo durante, significa que a transi\u00e7\u00e3o eu, tamb\u00e9m, vivi. N\u00e3o relato mediante saudosismo ou nostalgia. Simplesmente, pela constata\u00e7\u00e3o. Mas, admito, n\u00e3o t\u00ednhamos tantos ansiosos como na atual sociedade. O \u201cespanta nigrinha\u201d de hoje, fez-me visitar tempos que as fotografias e <em>likes<\/em> n\u00e3o entendem e n\u00e3o vivem. Confunde-se e muito na atual conjuntura, receber curtidas com gostar ou n\u00e3o de mim. Reles ilus\u00e3o das curtidas. T\u00eam que ter coisas que a fotografia na estanca nelas, momentos que s\u00f3 pertencem as viv\u00eancias. O \u201cespanta nigrinha\u201d tem mem\u00f3rias e puxam as minhas, arrebatam-me. Fui para al\u00e9m do estar corp\u00f3reo. Hum&#8230; que cheirinho, um x\u00earo!<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Roberto<\/p>\n<p>Zezinho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, dia 11\/07\/2025, uma sexta-feira, dia da feira livre da minha mater-tr\u00f3pole\u00a0(grifo\u00a0meu). Feira livre, para mim, evoca momentos, circunst\u00e2ncias que nenhuma rede social chegar\u00e1 perto em descrever, muito menos, vivenciar. 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